20 Years After. A minha história com o Primavera Sound

Por João Paulo Feliciano (director artistico del recinto de Primavera Sound, Porto) rewind (back in the days of youth) Nos anos 90 tive uma banda rock – os Tina & The Top Ten. Em 1994, quando saiu o único album da banda (Teenage Drool), tocámos em Madrid (Sala Maravilas) e Barcelona (Nitsa Club). No final do concerto em Barcelona eu e o promotor local conversámos um bom bocado, em frente ao Nitsa. Foi antes do email e da internet. Não ficámos em contacto. Inclusivé esquecemos os nomes um do outro. Os Tina não voltaram a tocar em Espanha e acabaram em 1998.

fast-forward Ínicio de outubro de 2011 – estou a chegar a Lisboa depois de duas semanas no Brasil e Argentina. Compro o jornal do dia e ao folheá-lo os meus olhos saltam com uma notícia: Optimus Primavera Sound, confirmado no Porto, no Parque da Cidade, em junho de 2012”. Pestanejei. Será que estava a ler bem? Se aquela noticia era verdade alguma coisa de extraordinário estava para acontecer. Bastava juntar os dados disponíveis: o Primavera Sound – uma história de mais de 10 anos em Barcelona, sempre com cartazes incríveis; o melhor festival pop-rock na Europa – a Optimus – nessa altura a marca portuguesa mais comprometida com a música; e com quem tinha tido uma ótima experiência (Optimus Bailes Optimus com o Real Combo Lisbonense) – o Porto – em pleno boom da era Ryanair; tal como Barcelona, a segunda cidade portuguesa no momento de se afirmar – o Parque da Cidade – um dos parques urbanos mais bonitos de Portugal; um cenário de condições idílicas para um festival. Faltava saber o resto, mas só isto chegava: este festival tinha que ser uma coisa especial. E não havia como eu não estar envolvido. Era como se isso estivesse escrito naquela notícia que acabava de ler.

pause O que aconteceu antes e e depois dessa notícia foi uma sequência de ‘good events’: intuições > acções > decisões.

rewind No inicio de tudo está a relação de amizade que foi nascendo entre dois festivais: Paredes de Coura e Primavera Sound. As mútuas visitas, as afinidades de gostos, as muitas conversas, e o respeito mútuo levaram a uma ideia: fazerem juntos o Primavera Sound no Porto – mais concretamente no Parque da Cidade. Para materializar essa ideia era preciso passar ao campo politico. A Câmara Municipal do Porto foi sondada sobre o interesse de fazer acontecer o festival no Parque da Cidade. Pode ter supreendido muita gente, mas a verdade é que Rui Rio, presidente da Câmara do Porto na altura, percebeu o que tinha a perceber e comprometeu-se com a ideia. Faltava um patrocinador: entra a Optimus. A Optimus trazia mais do que o investimento directo no festival: trazia todo o capital de ser uma grande empresa do Porto e a experiência de estar presente na música com uma estratégia diversificada mas consistente. No momento em que se comprometeu como ‘main sponsor’ a Optimus está em condições de dar um salto quase-quântico na sua relação com um grande festival de música.

pause Tudo isto aconteceu antes do Optimus Primavera Sound ser anunciado, a 3 de Outubro de 2011. Ou seja, antes me ter cruzado com o que viria a ser um dos mais importantes projectos da minha história pessoal e profissional.

press play A minha primeira conversa sobre Primavera Sound no Parque da Cidade do Porto aconteceu pouco depois, numa noite quente de Outubro, no Porto: uma longa e estimulante conversa com o Pedro Moreira da Silva (director de comunicação e activação de marca da Otimus), entre copos e concertos, durante a primeira edição da Debandada. Foi só uma conversa informal, mas na verdade foi mais do que isso: foi um encontro de pontos de vista entre agentes que normalmente estão em campos distantes: um artista e uma marca / patrocinador principal. Final de Outubro: a primeira de muitas visitas ao Parque da Cidade e a primeira conversa ‘a sério’. Um almoço com o Pedro Moreira da Silva (Optimus, patrocinador) e o José Barreiro (PicNic, promotor). Nesse encontro foi-me feito um desafio: diz-nos o que pensas, como vês o teu possível papel neste festival, e quanto custa o teu trabalho.

pause O meu desafio seria: pensar o recinto do festival, articulando a experiência artistica (músicos e público), com a comunicação de marcas e com todas as necesidades técnicas e logisticas inerentes ao festival.

play / pause / rewind / pause / play / fast forward / pause / play Dois meses de pesquisa, reflexão e desenho. Toda a minha visão alargada do mundo da arte, toda a minha ligação com o mundo da música, da cultura popular, do espectáculo e da experiência artistica como um todo; toda a minha experiência profissional multifacetada… tudo isso confluiu para que na minha cabeça começasse a surgir uma ‘imagem’ para aquele festival.

pause Em dezembro 2011 entreguei um documento de 10 páginas: “Optimus Primavera Sound – proposta de direcção artística e cenográfica”

copy / paste Citação do documento (dezembro 2011): “O Parque da Cidade do Porto é um cenário quase idílico. Apesar de localizado praticamente no meio da cidade, está relativamente bem protegido através da vegetação e da configuração do terreno. A geografia e tipologia do recinto do festival são perfeitas. A inclinação natural do terreno permite excelente visibilidade sobre os palcos. O terreno, quase todo relvado, assegura grande conforto para público. As pessoas podem sentar-se, ou deitarem-se, facilmente e descansar. A distribuição espaçada dos palcos e das várias infra-estruturas deixa zonas de respiração e descanso que podem ser usadas pelas pessoas. Num contexto destes o desafio é: como potenciar as qualidades desta localização? Como aproveitar as circunstâncias para alterar o modo de pensar e construir um festival? Como proporcionar ao público, aos artistas e aos profissionais em geral, uma outra experiência? Conseguir estes objectivos só é possível com um grande comprometimento e trabalho de equipa. Só com a sintonia de todos os envolvidos é possível conseguir algo de novo.”

stop O meu programa de trabalho foi aprovado e no incio de 2012 assumi ‘oficialmente’ funções. Um acordo em duas frentes: trabalharia em simultâneo para o promotor e para o patrocinador principal. Estávamos conscientes que este era um modelo novo, nunca ensaiado, na concepção do espaço de um grande festival. Era um desafio para todos.

play / increase speed Mergulhar no Parque da Cidade – conhecer todos os recantos do recinto – saber o mais possível sobre tudo o que iria acontecer – conhecer as pessoas – quem é quem e quem vai fazer o quê – recolher e partilhar informação – definir uma estratégia para o todo – prestar atenção a inúmeros detalhes – imaginar – desenhar – verificar – explicar – re-desenhar – orçamentar – fazer – acompanhar. Por de pé primeira edição do OPS foi sem dúvida o desafio mais dificil de materializar. Os meses – semanas – dias – antes da estreia foram intensos e muito exigentes, fisica e emocionalmente – mas também muito excitantes e entusiasmantes. Quase na recta final, aquela que seria a minha primeira ida a um Primavera Sound em Barcelona, uma semana antes da estreia no Porto. Precisava conhecer a ‘mãe’ antes de o ‘filho’ nascer. Precisava sentir o Primavera Sound – o público, a música, o ambiente – na cidade onde ele nasceu. Precisava estar ali, com as pessoas que ‘inventaram’ o Primavera Sound, antes de juntos assistirmos ao incio de um novo capítulo para um dos melhores festivais de música do mundo.

freeze Parque da Cidade do Porto – 7 de Junho de 2012. Quando as portas abriram, o Optimus Primavera Sound mais do que um festival parecia um milagre. Alguns de nós choraram. Não vou dizer quem, apenas que houve lágrimas portuguesas e espanholas. Como artista e músico foi e continua a ser um grande desafio fazer o Primavera Sound no Porto. É um dos meus mais generosos contributos para o ‘mundo da música’. Espero que tenha uma vida longa. Muito longa. Sem algumas pessoas aquilo que nestes quatro anos tenho pensado para o Primavera não teria acontecido: gabi ruiz, pablo soler, alberto guijarro rey, alfonso lanza, maxi ruiz, abel gonzales, pedro moreira da silva, jó barreiro, lino machado, bárbara carvalhosa, marina reino, filipe lopes, joão carvalho, zé eduardo martins, andré cruz, miguel vieira baptista, rui gato, ze alvaro correia – e todos os outros que todos os anos encontro no parque da cidade para juntos fazermos magia.

rewind Abril de 2012, Porto. Em plena preparação do festival. Os amigos/parceiros de Barcelona vêm ao Porto para dois dias de trabalho. Finalmente iriamo-nos conhecer. O Jó apresenta-me ao Gabi Ruiz, e acrescenta: o João Paulo tinha uma banda, os Tina & The Top Ten. O Gabi salta da cadeira e diz: hombre, fue yo quien vos llevou al Nitsa Club !!! E nesse momento tudo fez sentido.

stop Lisboa, Abril 2014 Flaming_lips_OPS_2012

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A propósito de las dichosas prácticas…..

Circula por redes una “información” que sitúa a Primavera Sound como sospechoso de ejercer prácticas abusivas con sus empleados. Premeditada, tendenciosa pero poco sorprendente viniendo de dónde viene, la “información” no puede ser más triste y desafortunada. Triste porque apena ver cómo desde ciertos círculos de la propia Barcelona se intenta atacar y desprestigiar a una empresa cultural local con proyección internacional, el enemigo en casa como siempre, y desafortunada por la forma en la que se expone una situación tan común como loable en términos de ayuda a los estudiantes, tan necesitados en estos tiempos que corren.

Fruto de los acuerdos que Primavera Sound mantiene con tres universidades de Barcelona y otras tantas internacionales, estudiantes interesados en completar sus estudios teóricos con prácticas en empresas que puedan de ser de su interés tienen la oportunidad de integrarse en los distintos departamentos de la empresa según su perfil e inquietudes. Los equipos de producción, logística, prensa… acogen a estos estudiantes durante 3 meses. Durante el primer mes se suelen limitar a observar, aprender y asimilar conceptos básicos de la mano del responsable de su departamento. En los dos siguientes, los más cercanos al evento, se les asignan tareas básicas según sus aptitudes y conocimientos adquiridos. En el acuerdo se incluye una ayuda de 400 € al mes financiados por la propia empresa.

Se trata pues, de una experiencia formativa, no de un contrato de trabajo. Para los estudiantes es una oportunidad de ver de primera mano cómo se trabaja en una empresa de su interés, de demostrar su valía a sí mismos y a la empresa, de cara a posibles vacantes que puedan surgir. De hecho, el 20% de la plantilla actual de Primavera Sound está compuesta por trabajadores que en su momento hicieron una de estas prácticas, todos ellos con contrato indefinido y salarios de mercado. Pregunten a los trabajadores de Primavera Sound si sus condiciones son dignas o no.

Para rematar la jugada, con el oportunismo que les caracteriza a estos sospechosos habituales, mentan las ayudas públicas que recibe Primavera Sound para fabricar un cocktail explosivo de lo más viral bajo el titular “Precariedad laboral al amparo de ayudas públicas”. Preparas el cocktail una semana antes, esperas a que Primavera anuncie su cartel para hacer más daño y lo lanzas unas horas después. Efecto conseguido, populismo en tiempos de miseria laboral y a tuitear!

Las ayudas que recibe el PS, que no cubren ni el 2% del presupuesto del festival, se utilizan para apoyar PrimaveraPro, la feria profesional que discurre de manera paralela al festival, y para seguir incrementando la oferta gratuita de Primavera a la Ciutat. El año pasado 77 de los 348 conciertos de PS fueron gratuitos en distintos espacios de la ciudad. ¿Qué tendrá que ver el tocino con la velocidad?

A uno se le quitan las ganas de seguir ofreciendo oportunidades a estos estudiantes pero también sería injusto negárselas, porque nos consta que las aprecian, las buscan y las agradecen cuando las consiguen ¿Deben pagar los estudiantes por unos difamadores sin escrúpulos? Juzguen ustedes mismos.

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Los bookers hablan acerca del cartel de Primavera Sound 2014

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Otoño

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Mitad de septiembre, la vuelta al colegio. Se acaba el verano, los días se hacen más cortos y comienza a refrescar. Bien. Aunque como comentaba en mi anterior intervención la contratación de artistas para los festivales cada año se adelanta más, agosto sigue siendo un mes de casi nula actividad. Agentes, managers y departamentos de booking suelen tradicionalmente tomarse un descanso en estos días. Descanso relativo, porque hay muchos festivales en marcha y las bandas están girando, pero en general se discute poco de contrataciones futuras durante este mes. Tanto es así que los que nos dedicamos a la programación llegamos a tener un sentimiento algo extraño durante estos días. Generalmente un programador debe estar alerta. Es un tipo que sufre ante cualquier rumor en internet, que debe de estar al tanto de cualquier pequeño indicio que haga pensar que tal artista o banda comienza a tener actividad. Uno se pasa todo el día elucubrando cuál puede ser la jugada de un agente, qué se le pasa por la cabeza a un artista o cual es el siguiente movimiento de una promotora “rival”.  Tal es la sensación que a veces parece que vives en una paranoia constante. Un poco ridículo, cierto, pero ese es nuestro trabajo. El que se confía, palma.

Bueno, pues para todos nosotros, el mes de agosto es algo frustrante. No hay nada que hacer. Nos repetimos una y otra vez aquello de “no news, good news” y vamos soportando un calor sofocante a la espera de que llegue septiembre.

Cualquiera te dirá que ha aprovechado el verano para recargar las baterías. Mentira. La verdad es que la cuanta atrás se hace larga y las ganas de volver a la rutina diaria son tan grandes que una semana más y necesitaríamos tratamiento químico. Nuestro trabajo nos define. Patético…

Bueno, pues aquí estamos un año más a la espera de librar esas mil batallas que harán que una vez más te llenes de euforia y pienses que estás delante del mejor cartel de tu historia. Por cierto, eso de el mejor cartel es algo que me hace mucha gracia. Un cartel no son más que un montón de nombres anotados en una hoja, algo que no existe más que en la mente del que lo lee y que está condicionado por el momento puntual en que lo hace. La realidad es que una edición es un éxito o no cuando el festival ha pasado y las bandas ya han tocado pero hoy en día, en esta sociedad tan marcada por el consumo instantáneo parece ser que tenemos la necesidad imperiosa de valorar una propuesta artística antes de haberla catado. En los próximos meses las promotoras irán desvelando el contenido de sus carteles y la gente, los aficionados, irán valorando a ciegas si tal o cual propuesta colma sus expectativas meses antes de que el hecho en sí se haga real. Es como disfrutar de un partido de fútbol meses antes de que se celebre simplemente basándose en la alineación. Pero esto es lo que hay y a esto (gracias dioses!) es a lo que nos dedicamos.

Y ahora, es en este párrafo cuando se supone que os voy a decir que el PS2014 va a ser el #bestfestivaleveragain y demás tonterías que como buen “vendedor de enciclopedias” estoy obligado a contar. Pues no. Este año, al menos de momento, voy a estar calladito esperando que pasen las semanas y llegue el instante adecuado para haceros llegar las novedades de la próxima edición. El que quiera confiar es bienvenido y el que prefiera esperar para ver que haga como Tomás y que aguarde a ver el cuerpo de Nuestro Señor. Que si a este señor lo hicieron santo después de dudar quiénes somos nosotros para recriminaros vuestras dudas.

Mientras tanto nuestra oficina va a volcarse en el PS Touring Party, un proyecto que nos hace una ilusión especial ya que supondrá poder pasar un par de semanas en la carretera compartiendo anécdotas con un montón de buenos amigos. Un tour es algo muy duro pero también muy gratificante tanto a nivel personal como en el profesional y a nuestra empresa, tan acostumbrada a la producción de grandes eventos asociados a artistas de “gran formato” le viene bien un baño de realidad autóctona y sufrir las condiciones que muchas de las bandas de este país tienen que soportar durante todo el año.

Espero que todos aquellos a los que hemos conseguido convencer con nuestra propuesta de festival nos echen una mano ahora y hagan que esta gira sea un éxito de público ya que la propuesta y las bandas lo merecen. Si el Touring Party pasa cerca de tu casa, pasa por una noche del tv y acércate a escuchar lo que tenemos que contarte.

Muchas gracias por adelantado. In Live We Trust !

Gabi

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Dos mil y catorce

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Y es que cada año esto comienza antes …

Hace unos años el pulso de una nueva edición se comenzaba a sentir a partir de mediados de septiembre. Por esas fechas todos los promotores de festivales se lanzaban al asalto de las agencias inglesas más importantes en busca de la contratación que les asegurase la temporada. No era difícil encontrarse con otros directores mientras ojeabas la revistas del gremio en la sala de espera e intercambiabas con ellos  unas cuantas palabras llenas de regates y disimulos…

– He venido a ver qué tal los fulanitos … Dicen que van a sacar disco.

Sabes perfectamente que no, y además son la última de tus opciones.

– Pues nosotros veníamos a saber de menganitos, pero no estamos dispuestos, te lo juro por Bon Jovi, a pagar más de 100.

Cuando en realidad ya llevas escrita una propuesta por 300.

Incluso cuenta la leyenda que alguno llegó a las manos durante esa tensa espera. Imaginaos la cara de felicidad del agente inglés cuando sabía que en la puerta de su oficina dos promotores españoles se estaban partiendo la cara literalmente por la contratación de alguno de sus aristas.

Ese era el momento en el que se daba el pistoletazo de salida a una nueva edición de un festival. Mediados de septiembre.

A partir de ahí se iniciaba un calvario para el promotor comparable al guión de una temporada completa de Game of Thrones. Con un poco de fortuna, cuando te ibas de vacaciones de Navidad a finales de diciembre tenías perfiladas un par de bandas importantes, pero nada de confirmaciones, todo en el aire.  De ahí y en cuanta gotas las semanas las pasabas confirmando bandas pequeñas y no era hasta la primera semana de febrero cuando comenzabas a respirar algo más tranquilo al ver que el cartel estaba prácticamente completado y dependiendo de tu habilidad, el azar y tu falta de pretensiones podías plantarte en una rueda de prensa con los deberes más o menos realizados.

Os podría decir que echo de menos aquellos tiempos, que esa era la esencia de nuestra profesión. Que de esa manera el promotor con una estrategia más trabajada tenía muchas más opciones de llevarse el gato al agua. Pero si lo dijera, mentiría. Aquello era una jodida pesadilla y el estrés de aquellos meses te robaba años de vida. Malos recuerdos, muy malos recuerdos de discusiones infinitas para conseguir la unanimidad necesaria para ser fuertes en ese momento y tener la paciencia para cerrar a la banda adecuada y no a otra.

Hoy en día todo ha cambiado. Las bandas ya no venden discos, sus discográficas ya no pueden imponer sus criterios territoriales como estrategia de promoción y el artista y sus managers deben asegurar sus ingresos vía actuaciones en directo. La crisis mundial es fuerte pero existe un circuíto internacional de festivales que resiste bien en tiempos en los que otras fuentes de ingresos se cierran. El festival actúa también como plataforma de promoción y por el simple hecho de aparecer en el “line up” de unas cuantas de las citas más relevantes del momento puede asegurar el despegue de una banda joven o ayudar a mantener el estatus de “grande” a una banda ya consolidada. Casi es más importante negociar un “spot” de cabeza de cartel los certámenes más prestigiosos que asegurar una buena distribución del disco. El mercado tradicional de las discográficas muere, el del directo está en buena forma. Y es más, una buena actuación en un festival con las consiguientes críticas positivas por parte de la prensa y de los aficionados vía redes, puede ser la excusa perfecta para conseguir una gira de salas en un determinado territorio. Sin la promoción del festival esa gira sería impensable.

Por poner un ejemplo, es mucho más viable afrontar ahora mismo en España una gira de los Dexys que antes de su paso por el Auditori del Primavera Sound (todo y que en este país vivimos en una frustrante anomalía debido al exagerado incremento del Iva cultural que hace muy difícil la competencia frente a otros territorios de nuestro entorno).

Por lo tanto, la consecuencia lógica es que las bandas, sus managers y las agencias que los representan cada día están más preocupados en conseguir un buen contrato y asegurar el horario adecuado de actuación en el mayor número de festivales con capacidad de generar “ruido mediático”. Para ello, la planificación de la gira comienza mucho antes y ya no es nada extraño que a mediados de junio tengamos encima de la mesa la posibilidad de cerrar unos cuantas bandas de las que serán consideradas “cabezas de cartel”. Un par de viajes a Londres y otro más a NYC y LA y a mitad de julio ya puedes tener el cartel de la próxima edición bastante adelantado. Y como las bandas que más adelantan su agenda son las más “grandes” el promotor puede prever con mucha más antelación cuál es el presupuesto que va a tener que manejar y concentrarse con calma en la contratación de las bandas menos evidentes y que mayor esfuerzo pueden necesitar, cosa que en nuestro caso es fundamental porque en realidad son esos nombres las que le dan el brillo al cartel.

Resumiendo, que estas vacaciones van a ser muy tranquilas, mucho…. Nos podemos ir  sabiendo que gran parte del cartel está prácticamente cerrado y que el 2014 va a ser un año muy bueno.

Algo que ya ocurrió en el 2013 y que espero que se mantenga como constante en el futuro. Mientras esto siga así, podremos centrarnos en desarrollar los nuevos proyectos en los que nos hemos embarcado: consolidar la edición portuguesa, seleccionar buenos lanzamientos para El Segell, mantenernos firmes vendiendo vinilos en La Botiga y hacer llegar nuestras giras a más rincones de la geografía española y afianzar nuestra presencia en Francia y Portugal. Un sueño impensable para un pequeño grupo de amigos que empezó en esto del directo hace más de 20 años con el único capital que el amor por la música. Un sueño hecho realidad gracias a todos vosotros.

Gabi

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Cultura = Capital

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Guimarães, corazón a partir del cual se fundó Portugal, no es solo preciosa y está perfectamente conservada, parece también una ciudad inteligente y orgullosa de sus activos. Su principal actividad era antes la industria textil, pero eso ya no es así, claro. Ahora es conocida como ciudad cultural, tiene centros punteros en este ámbito, asume gran parte de la programación más arriesgada en música y danza contemporánea del país y alberga un prestigioso festival de jazz. El binomio Guimarães=Cultura es algo que hincha el pecho de sus habitantes. La capitalidad cultural europea de 2012 le ha sentado a la ciudad de muerte y Optimus Primavera Club agotó todos sus tickets y fue un éxito a nivel de contenidos.

Tuve la ocasión de charlar con programadores locales y comparar cifras de asistencia de espectáculos afines en Barcelona. En conciertos pasados de Bonnie Prince Billy, Oenothrix Point Never, Julia Holter o el mismo Michael Gira, por citar algunos artistas que tocaron allí en los últimos años, la asistencia fue igual o superior a las últimas veces que estos artistas pasaron por Barcelona.

Entro en una cafetería y hay colgado un cuadro de 2×1 con Anthony Braxton dándolo todo. Llego al multiespacio Vila Flor, me equivoco de puerta, hay una orquesta local ensayando, abro otra, seis chicas están cantando ópera, me giro, otro auditorio, empieza Little Wings, la sala está llena, se ha quedado gente fuera. El área metropolitana de Guimarães, aun no lo he dicho, tiene 160.000 habitantes. Menos de la mitad viven en el centro histórico. ¿Qué maravilla de ratio, verdad?

No entraré yo a valorar pormenorizadamente nuestro propio cartel a posteriori, que trabajen los críticos. Pero en lugares tan rematadamente adecuados como el Gran Auditorio del Centro Cultural Vila Flor, Swans no pudieron sino dar un conciertaco de dimensiones épicas. Uno de esos de “I was there”. Lo mismo pasó con Destroyer, Ariel Pink, The Vaccines o Tinariwen en São Mamede, un antiguo cine restaurado para albergar conciertos (están arreglando otro para que pase a ser un centro cultural más, con espacio para locales de ensayo), pensado para que todo suene perfecto y rediseñado específicamente para programar música en directo.

Antes de que empezase el primer bolo de Optimus Primavera Club, el programador de Guimarães-Capital Cultural Europea 2012 me dio una vuelta por los equipamientos de la ciudad. Me enseñó aun otro centro más, el Centro Internacional das Artes José de Guimarães, un edificio de Pitágoras recién premiado por su arquitectura que alberga la colección particular del artista que le pone nombre y en la que hay algunos showcases de Optimus Primavera Club programados. Una vez dentro, me muestran una sala increíble: una Black Box con gradas retráctiles exquisita, para improvisación y conciertos más especializados, me cuentan. Doscientas y pico personas sentadas…en fin.

Seguimos paseando, en cada establecimiento de la ciudad hay un corazón en el escaparate: en las panaderías es de pan, en las tiendas de cosmética hecho con barras de labios, en las mercerías, bordado a mano. Es el logo de su capitalidad, hay complicidad popular.

Como hace tiempo que dejé de tenerle envidia a nada ni a nadie –solo tengo celos por cosas de comida, soy así- dejad que exprese por lo menos mi admiración a lo que he visto y oído durante estos tres días. Uno tiene la ligera sospecha de que si todo esto que estoy contando hubiese pasado en otro lugar, ni el dinero recibido por Europa habría llegado tan pulcramente al objetivo cultural final, ni el contribuyente se sentiría tan orgulloso de ser anfitrión europeo en materia de arte.  Guimarães, me lo aseguran sus programadores, es una ciudad feliz de su condición de ciudad cultural. Y eso es algo que va más allá del foco que han recibido este año. Felicidades, de tudo coraçäo.

Abel González

 

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¿Primavera Club?

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Las cosas pasan porque pasan. Tan sencillo y simple como eso. Y siempre he pensado que es inútil perder demasiado tiempo lamentando lo inevitable. Si uno fuese pitoniso sería capaz de prever cualquier imprevisto y obrar en consecuencia con anterioridad al suceso, pero como al menos de momento uno carece de ese tipo de poderes se me antoja mucho más sensato esquivar el obstáculo y seguir adelante con mi camino. Que el árbitro te anula un gol legal, pues vas y metes otro; que el médico te prohíbe comer carne, te acostumbras al pescado; que no te queda bien el azul, te vistes de morado…

En resumen, que hay que joderse. La vida es “asín”, como diría aquél, y lo mejor que puedes hacer es concentrarte en lo positivo, que siempre algo hay,  por aquello de que “Dios aprieta pero no ahoga”. Como veis, canta a una legua mi herencia católica porque por mucho que lo disfrace no estoy haciendo más que revisitar todo el cuento de la resignación y el valle de lágrimas. Tantos años de catecismo, ángelus y “flores a María” tenían que pasar factura.

No os creáis que no soy consciente de que todo lo escrito no resiste un examen filosófico medianamente serio. Pero a mí me ha servido a modo de entradilla de lo que realmente venía a decir. Que estoy harto de hablar del 21% de IVA, que me aburro denunciando que este país no es serio, que me parece de cobardes estar siempre apelando a la mala suerte, al imprevisto, a la injusticia. Que todo tiene un límite y a partir de ahí hay que aprender a joderse.

Y por eso no os quiero contar lo complicado que se hace montar un Primavera Club cuando quince días antes del evento te cierran tres de las salas previstas, lo difícil que se hace cuadrar un presupuesto cuando a mitad del ejercicio te quedas con un 13% menos de tu facturación o la putada que representa para las ventas finales el perder a medio camino uno de los cabezas de cartel. Hay que joderse, como cualquier hijo de vecino. Has de apretar los dientes y seguir adelante…. pero….

Pero como de todo se aprende, como a nadie le gusta tropezar repetidamente con la dichosa piedra que algún mangui puso en el camino, el Primavera Club tal y como lo conocemos se acaba.

Porque me parece coherente lo que me dijo el otro día un amigo (?). “Lo haces o no, pero deja ya de darme la barrila. Yo pago una entrada para evadirme de mis propias mierdas, no para que me estés todo el santo día jodiendo con las tuyas”.

Más razón que un santo. Y como lo tenemos ya muy claro el año que viene no vamos a repetir los mismos errores que venimos cometiendo en las últimas ediciones. La experiencia en Guimarães ha sido extraordinaria y estamos por repetir ese modelo. Si es posible, recuperaremos viejas ofertas y llevaremos el evento a otras ciudades más receptivas y dónde podamos programar sin la presión de lo extraordinario. Y si no, pues seguiremos con lo nuestro, el Primavera Sound, nuestras giras y otros proyectos que tenemos en mente que quizás encuentren menos obstáculos y nos reporten mejores resultados.

Mientras tanto vamos a disfrutar de esta edición, como si fuese la última, porque probablemente lo será. Todo está ya dispuesto y espero que no nos aceche ningún nuevo sobresalto. Es la hora de la verdad, de que hablen las bandas sobre el escenario. De ver si son los Swans tan fieros como los pintan o de saber si podemos hacer de J el portavoz de una generación. ¿Será tan buena la puesta en escena de Antònia Font como cuentan sus allegados? ¿Habrá algo detrás de las canciones de Ariel Pink, algo más que su pinta de macarra?

Y vosotros, joder, comprad entradas, que aún quedan unas cuantas en Barcelona.

Gabi

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#bestfestivalever

¿Buenas señores, qué tal?
Algunos dicen que soy muy pesadito (no lo saben bien) y que no paro de dar la brasa con lo del Primavera Sound… y yo pienso, joder, si no doy yo la tabarra quién puñetas la va a dar…Y además, para qué leches sirve esto de internet… Que si los blogs, que si los foros o el twitter o la mierda del facebook. Tanta tontería al alcance de un click hace que a un charlatán como yo le sea casi imposible reprimirse… Todo el mundo tiene derecho a sus no sé cuantos segundos de fama y heme yo aquí dispuesto a tomarme unos cuantos más.
La culpa en el fondo es vuestra, por leerme. Fijo que más de uno está aquí esperando a leer entre líneas las siglas al revés de una banda que revolucionó el ampli de siete válvulas en los primeros setenta y que fijo, fijo, fijo que este año caen en el PS. Friquis, que sois unos friquis!!!!
Pues bien, yo a la mía…
Mucha gente me pregunta por qué este año no estamos dosificando las confirmaciones a lo largo de estos meses antes de Navidad. Que siempre lo hacíamos y que el rollo de los youtubes alegraba cantidad esos lunes de otoño que tanto cuesta superar. Y qué queréis que os diga? Pues que nos ha dado por ahí y que este año nos apetece llegar a finales de enero con el cartel por desvelar y hacer de la tradicional rueda de prensa algo más que una relectura de un cartel ya más que anunciado. La verdad, es un coñazo tener que montar todo ese circo para después hablar de algo que todos ya sabéis. Tonterías, las justas.
Así que “donde dije digo digo Diego” y si antes era de espabilados adelantarse a los demás y soltar cuatro cabezas de cartel a mediados de noviembre, hoy lo que la parte es esperar y soltar todas las novedades de una vez para que el impacto sea mayor. Además, eso de poner vídeos de la banda anunciada ya lo hace todo el mundo y para seguir manteniendo nuestro estatus de esnobs de pro, lo mejor es desmarcarse de la borregada.
Pero Gabi, dinos algo del cartel del 2013… Veis como sois unos paparras!!!!
En fin, que este año estamos muy contentos. Creo que por primera vez en nuestra historia hemos podido programar todo lo que nos interesaba y a falta de la confirmación definitiva de un par de bandas cuyas negociaciones andan ya muy adelantadas (cruzad los dedos), se puede afirmar que este es el cartel que teníamos en mente y que difícilmente podríamos superarlo. Lo que no está es porque no entraba dentro de nuestro planes. O sea, que es un cartel 100% PS y que al que no le guste es que se equivoca de festival.
En serio, lo de #bestfestivalever no es una exageración, dentro de las coordenadas en las que nos movemos no podríamos haber tenido más suerte y la edición del 2013 va a ser de las que se recuerdan.
Por cierto, aquí entre nosotros os diré que en el fondo esto es “pan para hoy y hambre para mañana“. Las posibilidades de que todos los astros se alineen y podamos repetir un line up así en el 2014 son tan escasas como las de que Jota se pase al bel canto. El año que viene la gente nos recordará que este cartel era mucho mejor… Pero vaya, ya nos enfrentaremos a ello cuando llegue el momento y buscaremos subterfugios para justificar lo que sea preciso. Que para eso nos pagaron nuestros papis aquel master en sofismo.

El total de letras contenidas en los nombres de los cabezas de cartel es 33.
La cantidad de componentes de sexo femenino entre los cabezas de cartel es uno o ninguno.
La raíz cuadrada de nueve es tres.

Gabi

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Nuestra “Marca”

 

En la última entrada escribía acerca de cómo estábamos sufriendo la subida del IVA y de la consiguiente pérdida de competitividad respecto a nuestros competidores europeos. Estas nuevas medidas impositivas en medio de una crisis económica generalizada que está azotando especialmente fuerte entre la gente más joven, hacen que como empresario, y así lo expresaba en el texto, vea un futuro muy incierto para un sector que representa al menos un 4% de nuestro PIB.
Pero hoy no quería hablar de todo eso, hoy quería venir aquí para mostrar mi indignación. Estoy indignado con mi país, con mis gobernantes y me avergüenzo de las instituciones que nos representan. Y lo digo como persona, como ciudadano que ha pagado religiosamente sus impuestos, que ha intentado aportar un plus de riesgo e innovación en su trabajo y que ha sido reconocido internacionalmente por ello. Estoy harto de que mis gobernantes no estén a la altura del pueblo al que dicen representar. Porque en este país somos un inmensa mayoría los que nos hemos dedicado a trabajar durante todos estos años para construir un futuro mejor. Y no hemos fallado ni un solo día. Mientras ellos se dedicaban a expoliar nuestras cuentas y nuestros recursos, todo lo que nos era necesario para asegurar el bienestar de las siguientes generaciones.
Y encima tienen la caradura de venir a explicarnos que cuando salimos a la calle a protestar estamos debilitando la “Marca España”. Serán caraduras!!!! Si alguien ha hecho todo lo posible por debilitar esa marca han sido ellos. Qué imagen piensan que tenemos en el exterior cuando diariamente, los que nos dedicamos a trabajar en el mundo real, debemos referirnos a nuestro estado en los siguientes términos:

>> bear in mind that we are facing a very tough
>> year, so we need to be carefull with the offers we make. As you
>> know, crisis
>> in Spain is huge and it gets worst every day… a few days ago the
>> goverment
>> decided to increase VAT on ticket sales from 8% to 21%. It is really
>> unbelievable…
>> Many spanish promoters will struggle. We are lucky because we’ve
>> had a lot of
>> success recently and we are also internationally respected so we
>> get quite a
>> lot of people from abroad, but still, we don’t want to increase the
>> ticket
>> price so we’ll have a lower budget for bands…

¿Qué sensación de impotencia piensan nuestros responsables políticos que nos queda cuando recibimos la siguiente respuesta?

Thank you for the formal offer. Last time we played the festival in 08′ we got €XXk.
I know the climate has changed in Spain but we still want to get a strong offer. The
band hasn’t been to Portugal for quite some time and there is a lot of interest.
Are you able to revisit your numbers and send me an increased offer? We would
really like to make this work.

Cómo puedes ser, que después de tantos años trabajando y de hacer de tu empresa una referencia internacional en su ámbito tengamos que escribir lo siguiente:

Hi Tom,

We didn’t meant to disrispect the artists. Sorry for this, but please bear in mind
that Spain is undergoing a HUGE crisis. There’s been a 13% VAT increase (from 8 to
21) and there are over 6,000,000 unemployed in our country. We cannot afford to
increase the price of the ticket and we are going to get less attendance so we
really need to be very careful.

Cómo en un negocio que se basa en la confianza mutua podemos competir con otros promotores dando la siguiente visión de nuestro país:

Spain is hit by a HUGE crisis. It is really unbelievable how fast
things keep getting worse. Shows are selling 50% less than last year,
there are over 5 million enemployed and people is really scared. There
is panic on the street. It is a terrible scenario… Still, we are
quite lucky with Primavera Sound, since we have achieved a strong fan
base and reputation and we are still holding on…

Cantinela que nos vemos obligados a repetir todos los días:

Besides the huge crisis already hittng Spanish economy for several
years, there is now a new factor to consider; taxes for music events
have been raised from 8% to 21% on the tickets sold, besides the 10%
already existing for authors rights… It’s just crazy and scary. Many
promoters will just dissappear.

Y cómo piensan que reaccionan ante nuestras miserias:

just revisiting this. i fully understand about the squeeze of finances
> etc but the band would like their london offer matched which is the same figure
> but in sterling. this makes it XXXk roughly. a bit more but i could round
> it down. can you stretch to that at all?
>
> let me know

Lo máximo que conseguimos es algo de compasión:

Allo allo,

I am sorry to hear about VAT rise, with any storm i guess you have to stay afloat
and wait for the clouds to clear….even though there is no end in site.

Este es el estado real de nuestra “Marca España” y vergüenza es lo que siento yo ante ella.
Y no pienso permitir que nadie me diga de lo que me quejo, que alguien me diga que me calle, porque lo que están buscando es seguir protegiendo su “cortijo”. Porque a ellos no les interesa la realidad de cada día, el bienestar de sus ciudadanos ni el futuro de nuestros hijos.

PD. Todos los textos en inglés son parte de mails en los que negociamos la presencia de bandas en el próximo PS’13. Desgraciadamente son totalmente reales.

Y como siempre, me gustaría hacer constar que esta no es más que mi opinión y que no necesariamente es compartida por mi empresa.

 

Gabi Ruiz

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El IVA por comer y beber en festivales o conciertos sube también al 21%

Ayer me dieron otra muy mala noticia de índole económica. Como sabéis de sobra el sector de la industria cultural vive unos momentos muy difíciles después de la subida del IVA de las entradas del 8% al 21% desde el 1 de septiembre. Muchas empresas van a desaparecer y una cantidad importante de artistas dejará de pasar por nuestro país. Es muy difícil que un empresario pueda sobrevivir si le quitas de un año para otro el 13% de su facturación, ya que al no poder repercutir ese IVA en el ticket (la gente no puede pagarlo) está asumiendo ese coste extra. Por ejemplo, en este momento el abono del PS cuesta 145 euros. Pues así, de saque, entre el IVA y SGAE hemos de descontar el 31%, o sea 37,15 euros. Esto es una auténtica barbaridad que hace prácticamente inviable este negocio.

Por comparar, en Portugal el IVA aplicable es del 13% (y eso que es uno de los más caros de Europa, que de media está sobre el 7%) y la tasa de autores se pacta directamente y suele quedar en un 5%. Entre IVA y SGAE se quedan con un 18%. Si el ticket costase lo mismo estaríamos descontando 17,52 euros, casi 20 euros de diferencia con nuestro país. Por eso, con una entrada a 110 euros para el Optimus Primavera Sound, tenemos prácticamente el mismo margen que con el ticket a 145 euros en Barcelona. Una locura!!! ¿Cuál es el resultado? Que los países de nuestro entorno son mucho más competitivos. Pueden ofrecer entradas más baratas y ofertar más dinero a un artista. Esto implica la ruina del sector y vamos a tener muchas sorpresas este año en este sentido. Ni siquiera los festivales más consolidados están fuera de peligro. Y obviamente, nadie con capital va a querer entrar en este momento en este sector.

Pues bien, como si todo esto no fuese poco, el Gobierno ha puesto en marcha una circular en la que aclara un punto que había creado cierta confusión. Ya que el IVA que soporta la alimentación, la restauración y los bares en general es del tipo reducido del 10% dábamos por hecho que el impuesto a cargar en las barras y servicios de alimentación dentro de un festival, sala de conciertos o discoteca era también del 10%… Pues no, se nos considera espectáculos mixtos y se le aplica a todo el 21%. Con lo cual o subimos el precio de las copas y de la alimentación o perdemos otro 13%. Es tan grande la tontería, que a un restaurante normal se le aplica el tipo del 10% reducido (dicen que porque es turismo), pero si el mismo restaurante pone un pianista gratis amenizando la cena el IVA aplicable es del 21%. O sea, que el sistema penaliza la música.

Si pongo una barra de bebidas en la calle, pago un 10%. Si al lado de la barra monto un escenario gratuito con músicos, pago un 21%.

Muy bien, un aplauso para el lumbreras.

Esto está muy jodido, señores. Nosotros tenemos la suerte de estar muy saneados y en un momento de privilegio. Pero este año no vamos a repercutir el IVA y perderemos ese 13% (no podemos subir aún más el precio del abono, de lo planeado es bajar el tipo medio). Aguantaremos este año y veremos cómo se presenta el futuro. Pero nadie monta un negocio para palmar pasta y os aseguro que ningún empresario de este sector tiene un margen de beneficio del 13%.

Gabi Ruiz

Publicado en laculturanoesunlujo, Primavera Sound 2013 | 10 comentarios